segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Os detalhes




Quando fui a Florença este ano não sabia bem o que esperar...Li pouco sobre a cidade, e apenas a relacionava ao grande Da Vinci. Para meu espanto Florença é tudo menos Da Vinci... Mas ao deambular pelas ruas imaginava muitas vezes os tempos mais antigos, e todos aqueles pintores, escultores, sonhadores... Percebi o porquê de tanta riqueza cultural adevir daquela cidade.
É impossível não adorar Florença. É impossível não passarmos pelo Duomo e abrirmos a boca dada a sua magnitude.
É extraordinário subir ao monte, e na praça Miguelangelo ver a beleza da cidade.
É simplesmente romantica a paisagem que se cruza com a Ponte Vechio.

Florença consegue combinar o moderno com o antigo, numa equação quase perfeita. É sem dúvida uma cidade que vive da história, mas que sabe viver no século XXI.

Florença ficou uns pequenos pontos abaixo de Edimburgo, no top das minhas cidades favoritas... Mas como sou nova nestas adanças das viagens, acredito que essa lista se venha a modificar nos anos que se seguem.
 
 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

15 minutos sozinha numa esplanada e...

... a única coisa que me apetece fazer é pegar no telemóvel e começar a fotografar!
É com cada figura que passa... digna de um destaque de uma qualquer revista de moda, para a secção "What not to wear", vulgo "Já ias trocar de roupa!"

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

#asminhasbandas - de A a Z... letra D

Estávamos em plenos finais dos anos 90, na transição para o novo milénio quando me redescobri na música.
Até à data ouvia grunge, grunge grunge e algum metal à mistura. Foi com o início do ano 2000 que despertei para sons mais antigos mas não menos complexos.

Foi por essa altura que vi um filme sobre a vida de um tal de Jim Morrison, de quem eu sabia que o meu irmão (mais velho) gostava muito nos seus tempos de juventude.
Já conhecia muitas músicas dos The Doors, mas não me tinham cativado por completo.

Tenho a mania que tenho que gostar do artista, das letras, do som, da história... Ouvir por ouvir, gostar só porque os outros também gostam não é para mim.

Fiquei rendida...lembro-me de ter terminado o filme e pensado para comigo mesma "como é possível não gostar disto?"
Fiz aquilo que sempre faço quando me apaixono por uma banda... Peguei nos álbuns (que já tinha lá em casa), portátil na mão e toca de ouvir as músicas enquanto lia atentamente as letras... Fantástico... Como é possível não gostar disto?







quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Que conselhos diria ao meu "Eu do passado"?

Se pudesse falar com o meu EU do passado diria:
- Aproveita bem a escola e as férias... Vais ter saudades deste tempo mais tarde.
- Não te preocupes com as borbulhas, há solução e terás uma pele fantástica quando fores maior!
- Não faças tudo o que o teu pai te manda. TU CONSEGUES MAIS E MELHOR!
- Mima os teus avós. Um dia irás perdê-los e acredita que sentirás muito a falta deles.
- Aproveita para fazeres ainda mais experiências com o cabelo! Quando estiveres a trabalhar não o poderás fazer!
- Não te preocupes com a falta de peso e curvas no teu corpo. Aprende a gostar mais de ti!
- Não passes a noite a pensar sobre o futuro. Ele chegará rápido!
- Não esperes o príncipe perfeito. Encontrarás alguém com quem serás feliz, mas aprenderás primeiro que o amor pode ser duro às vezes.
- Não repitas que nunca de casarás, porque o contrário vai acontecer!
- Bebe mais água, pela tua saúde.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

às vezes...

...coloco-me na boca do lobo. E às vezes ele morde. Hoje correu bem.

Não gosto de revisitar o passado. Passar por certos sítios, falar de certas pessoas.
Estou cada vez mais ciente que o futuro não se faz a relembrar coisas tristes que vivemos.
Às vezes somos obrigados a lá voltar... Estes últimos dias têm sido um vai vem louco. Com sorte que nada aconteceu. Sorte, ou o presente que está bem vincado, enraizado e cimentado!

Vivam as coisas boas, os sorrisos e a felicidade. Um enorme bem haja ao meu marido que me atura há mais de um ano (como marido) e tem o dom de me saber equilibrar em todos os momentos.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Como o vinho...

Há pessoas que envelhecem melhor que qualquer vinho gourmet... E eu, espero ser uma dessas pessoas... De quem se olha para trás e se diz "sim senhor, envelheceste bem".
Não me assusta envelhecer, assusta-me não viver.
E viver não é apenas respirar, comer, dormir, trabalhar. Viver é conhecer sítios, pessoas. É dar vida, presenciar a morte. Perceber que o mundo é uma complexidade de actos e sentimentos que nenhum livro conseguirá algum dia contemplar.

Tenho pena de não poder ver todas as coisas bonitas do mundo, de não poder ler todos os bons livros, ver todos os bons filmes, ver todos os quadros e todas as esculturas... Por isso, tento seleccionar o melhor para mim, e por em tudo o que vejo alguma beleza, algum interesse...

Mas é importante não esquecer que a verdadeira beleza é invisível aos olhos... e esta é das verdades mais absolutas que pude aprender ao longo da vida.



@Roma, 2015

terça-feira, 16 de junho de 2015

Sem perceber o porquê!

Há dias em que tento perceber porque é que há coisas que só me acontecem a mim.
Nunca fui de ver o lado positivo da vida, mas há dias que por mais que tente pensar que "vai correr tudo bem", simplesmente não o sinto assim.

A minha situação actual não é má. Tenho um marido fantástico, um emprego estável (há 5 anos que estou na mesma empresa)... Tenho carro, casa própria e apesar de tudo não me posso queixar da minha saúde. Contudo há situações que me incomodam, que me entristecem, que me põem completamente ko. A relação com os meus pais.
Cada um de seu lado (porque além de serem completamente diferentes, estão separados há 30 anos).

Dizem que não escolhemos a família, mas apesar de tudo não tenho maus pais. Acho apenas que às vezes eles não dão conta das coisas que me fazem sentir.
Achamos que os nossos pais têm sempre razão, que fazem o mais correto, que nós somos o mundo para eles... Não é verdade. Apesar de tudo, eles são de carne e osso, têm defeitos e virtudes, como todas as pessoas. E não... não somos o centro do universo. (nem sempre).

Este constatar dos factos entristece-me. Tenho uma necessidade absurda de ser amada, acarinhada, cuidada, protegida.

Engraçado como a vida nos tenta compensar destas pequenas falhas... Tenho um marido fantástico que me dá amor em dobro. E por isso estou grata... Apesar de existirem dias em que me apetece baixar os braços, deitar-me num canto qualquer e deixar-me levar pela inércia.