segunda-feira, 31 de agosto de 2015

#asminhasbandas - de A a Z... letra D

Estávamos em plenos finais dos anos 90, na transição para o novo milénio quando me redescobri na música.
Até à data ouvia grunge, grunge grunge e algum metal à mistura. Foi com o início do ano 2000 que despertei para sons mais antigos mas não menos complexos.

Foi por essa altura que vi um filme sobre a vida de um tal de Jim Morrison, de quem eu sabia que o meu irmão (mais velho) gostava muito nos seus tempos de juventude.
Já conhecia muitas músicas dos The Doors, mas não me tinham cativado por completo.

Tenho a mania que tenho que gostar do artista, das letras, do som, da história... Ouvir por ouvir, gostar só porque os outros também gostam não é para mim.

Fiquei rendida...lembro-me de ter terminado o filme e pensado para comigo mesma "como é possível não gostar disto?"
Fiz aquilo que sempre faço quando me apaixono por uma banda... Peguei nos álbuns (que já tinha lá em casa), portátil na mão e toca de ouvir as músicas enquanto lia atentamente as letras... Fantástico... Como é possível não gostar disto?







quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Que conselhos diria ao meu "Eu do passado"?

Se pudesse falar com o meu EU do passado diria:
- Aproveita bem a escola e as férias... Vais ter saudades deste tempo mais tarde.
- Não te preocupes com as borbulhas, há solução e terás uma pele fantástica quando fores maior!
- Não faças tudo o que o teu pai te manda. TU CONSEGUES MAIS E MELHOR!
- Mima os teus avós. Um dia irás perdê-los e acredita que sentirás muito a falta deles.
- Aproveita para fazeres ainda mais experiências com o cabelo! Quando estiveres a trabalhar não o poderás fazer!
- Não te preocupes com a falta de peso e curvas no teu corpo. Aprende a gostar mais de ti!
- Não passes a noite a pensar sobre o futuro. Ele chegará rápido!
- Não esperes o príncipe perfeito. Encontrarás alguém com quem serás feliz, mas aprenderás primeiro que o amor pode ser duro às vezes.
- Não repitas que nunca de casarás, porque o contrário vai acontecer!
- Bebe mais água, pela tua saúde.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

às vezes...

...coloco-me na boca do lobo. E às vezes ele morde. Hoje correu bem.

Não gosto de revisitar o passado. Passar por certos sítios, falar de certas pessoas.
Estou cada vez mais ciente que o futuro não se faz a relembrar coisas tristes que vivemos.
Às vezes somos obrigados a lá voltar... Estes últimos dias têm sido um vai vem louco. Com sorte que nada aconteceu. Sorte, ou o presente que está bem vincado, enraizado e cimentado!

Vivam as coisas boas, os sorrisos e a felicidade. Um enorme bem haja ao meu marido que me atura há mais de um ano (como marido) e tem o dom de me saber equilibrar em todos os momentos.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Como o vinho...

Há pessoas que envelhecem melhor que qualquer vinho gourmet... E eu, espero ser uma dessas pessoas... De quem se olha para trás e se diz "sim senhor, envelheceste bem".
Não me assusta envelhecer, assusta-me não viver.
E viver não é apenas respirar, comer, dormir, trabalhar. Viver é conhecer sítios, pessoas. É dar vida, presenciar a morte. Perceber que o mundo é uma complexidade de actos e sentimentos que nenhum livro conseguirá algum dia contemplar.

Tenho pena de não poder ver todas as coisas bonitas do mundo, de não poder ler todos os bons livros, ver todos os bons filmes, ver todos os quadros e todas as esculturas... Por isso, tento seleccionar o melhor para mim, e por em tudo o que vejo alguma beleza, algum interesse...

Mas é importante não esquecer que a verdadeira beleza é invisível aos olhos... e esta é das verdades mais absolutas que pude aprender ao longo da vida.



@Roma, 2015

terça-feira, 16 de junho de 2015

Sem perceber o porquê!

Há dias em que tento perceber porque é que há coisas que só me acontecem a mim.
Nunca fui de ver o lado positivo da vida, mas há dias que por mais que tente pensar que "vai correr tudo bem", simplesmente não o sinto assim.

A minha situação actual não é má. Tenho um marido fantástico, um emprego estável (há 5 anos que estou na mesma empresa)... Tenho carro, casa própria e apesar de tudo não me posso queixar da minha saúde. Contudo há situações que me incomodam, que me entristecem, que me põem completamente ko. A relação com os meus pais.
Cada um de seu lado (porque além de serem completamente diferentes, estão separados há 30 anos).

Dizem que não escolhemos a família, mas apesar de tudo não tenho maus pais. Acho apenas que às vezes eles não dão conta das coisas que me fazem sentir.
Achamos que os nossos pais têm sempre razão, que fazem o mais correto, que nós somos o mundo para eles... Não é verdade. Apesar de tudo, eles são de carne e osso, têm defeitos e virtudes, como todas as pessoas. E não... não somos o centro do universo. (nem sempre).

Este constatar dos factos entristece-me. Tenho uma necessidade absurda de ser amada, acarinhada, cuidada, protegida.

Engraçado como a vida nos tenta compensar destas pequenas falhas... Tenho um marido fantástico que me dá amor em dobro. E por isso estou grata... Apesar de existirem dias em que me apetece baixar os braços, deitar-me num canto qualquer e deixar-me levar pela inércia.



segunda-feira, 18 de maio de 2015

boa semana a todos!



Adoro quando depois de um fim-de-semana com 40º à sombra, alguém se chega perto de mim e diz…
“pelo teu tom de pele já vi que te fartaste de ir à praia aproveitar o sol…”



Wtf?! Mas SOL, CALOR e fim-de-semana é sinónimo de ter que ir para a praia contribuir para mais um possível cancro de pele???

(a imagem é meramente representativa da cor alva que a minha pele transporta, sim... sou branquinha... e com muito gosto!)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Limpezas

Tirarmos de casa o que não precisamos é das experiências mais libertadoras que tenho tido. De facto tenho uma tendência para acumular demasiadas coisas. Lixo que não necessito.
Ontem foram 3 pares de sapatos que foram para o "lixo" e me permitiram libertar algum espaço! Sinto-me sempre um pouco nostálgica quando algum dos meus pertences sai porta-fora com um destino que sei que nunca mais os irei ver. Mas aprendi nestes últimos anos que não devemos viver do passado, nem de memórias. Devemos guardar apenas o essencial, e o essencial não ocupa espaço físico!

Na onda desta minha nova tentativa de me tornar mais minimalista e agarrada às coisas, há um quarto lá em casa onde não consigo deitar a mão. É frustrante... Cada vez que ponho na cabeça que é desta que vou tirar "lixo" do quarto, acabo com um saco plástico cheio de papéis e pouco mais... Praticamente todo o quarto fica na mesma!

A sorte é que este quarto não é de ninguém, o que faz com que a única divisão da casa onde não me sinta bem, seja também a única onde raramente ponha os pés...
Já pensei transformar o quarto numa zona de meditação, leitura... Já pensei em colocar lá toda a tecnologia (um desktop, impressora etc). De momento o quarto é para as visitas, e espero em breve que se torne n'O" quarto de um próximo elemento da família... :)
É com a visão neste futuro que me apetece já por mãos à obra e retirar o que está a mais... Uma secretária sem utilidade, um Desktop que já não funciona e mil e uma amostras que o marido trás para casa...

Até ao futuro, "o quarto das visitas" continuará a ser terra de ninguém... Nem candeeiro tem, nem quadros na parede. Tudo porque quero ocupar-me apenas com a decoração quando tiver a certeza de que haverá um novo habitante lá em casa. 

Às vezes tenho a sensação que esta minha mania de ser "organizada" só me trás desorganização!